“League of Legends” criou tendência na indústria. Com 67 milhões de jogadores mensais, o jogo motivou várias empresas a tentarem a sorte criando um MOBA.

Infelizmente para muitas dessas produtoras, o sucesso de um game não garante o de outro. Com o tempo, os ‘clones’ de “LoL” e “Dota” começaram a fechar as portas na mesma velocidade com a qual eram anunciados.

Ficou provado que, para criar um MOBA de sucesso, é preciso muito mais do que apenas um jogo bom. Empresas como a Riot Games e a Valve investem milhões de dólares todos os anos em eventos para a comunidade, em um esforço que nem toda produtora está disposta a fazer.

Da gigante dos games EA ao universo dos quadrinhos da DC, relembre as marcas que tentaram imitar o sucesso de “League of Legends” e acabaram com a cara na lama:

 

1. “Infinite Crisis”, da Warner Bros.

 

infinitecrisis
Nem mesmo a força do Super-Homem, a inteligência do Batman e o pedigree da Turbine, de “Asheron’s Call”, conseguiram salvar o MOBA “Infinite Crisis”.

Após anos de desenvolvimento e caras campanhas de marketing, o game fechou as portas meros 5 meses após ser lançado oficialmente pelo Steam.

Inspirado por um dos mais recentes arcos dos gibis da DC, “Infinite Crisis” apostava em vários modos de combate 5 contra 5 estrelados por heróis e vilões como Lanterna Verde, Flash, Coringa e Bane. Apesar de brincar de maneira divertida com as várias versões da Terra que aparecem nos quadrinhos, o game não fazia nada de diferente de todos os outros vários MOBAs que já tinham tração no mercado.

A lista de razões para o fracasso de “Infinite Crisis” ainda incluía os absurdos requisitos recomendados para jogar: um game grátis que busca ser acessível não pode cobrar 6 GB de RAM para rodar bem.

2. “Dawngate”, da Electronic Arts

downgate

Tudo desde a interface de usuário até a aparência do mapa de “Dawngate” remetia diretamente a “League of Legends”. O público não deu bola para o jogo, e a Electronic Arts foi forçada a interromper o desenvolvimento do projeto antes mesmo de seu lançamento.

O ponto mais importante da história do game foi justamente seu cancelamento, por um detalhe curioso: um dia antes do anúncio do fechamento dos servidores, os desenvolvedores comemoravam nas redes sociais a estreia da “maior atualização já vista” do game. O estúdio Waystone Games provavelmente ficou sabendo do cancelamento ao mesmo tempo que os fãs.

3- “Guardians of Middle-Earth”, da Warner Bros.

Poucos minutos com “Guardians of Middle-Earth” já deixavam bem claro que o formato MOBA tradicional precisaria de muitos ajustes para funcionar nos consoles.

Lançado inicialmente para PlayStation 3 e Xbox 360, o jogo trazia batalhas protagonizadas por Legolas, Frodo, Gandalf, Sauron e outras figuras míticas da Terra-Média. O conceito era interessante, mas a execução, terrível. Ativar uma única habilidade no controle era um suplício.

Após o fracasso inicial do game, a Warner Bros. tentou recuperar o prejuízo colocando um segundo estúdio para desenvolver uma versão para PC – mas o estrago já estava feito. Apenas 2 (!) pessoas abriram o jogo no Steam no dia da publicação desta reportagem.

 

4. “Transformers Universe”, da Hasbro

A Hasbro achou que seria uma boa ideia desenvolver um MOBA de ação para promover sua nova linha de brinquedos de “Transformers”. Três meses após o lançamento do beta do game, ela se arrependeu.

Na forma de carro, jogadores podiam movimentar-se rapidamente pelos estágios; transformados, eles podiam descer chumbo nos rivais. A mecânica era divertida no papel, mas péssima na realidade.

 

5. “Dethroned!”, da Treehouse

dethroned

6. “Minimum”, da Human Head Studios

minimum

7. “Cannons Lasers Rockets”, da Net Games Laboratory

clr

8. “Sins of a Dark Age”, da Ironclad Games

Sins-of-Dark-Age-Moba

9. “Warhammer Online: Wrath of Heroes”, da Electronic Arts

Warhammer-Online-Wrath-of-Heroes_6

10. “Panzar”, da Panzar Studio

panzar

Pense duas vezes antes de tentar desafiar “League of Legends” e “Dota 2”.