Depois de uma série de fracassos, a Capcom começa a ouvir a comunidade e consegue trazer de volta toda a qualidade de Resident Evil.

A Capcom é, sem dúvidas, uma das maiores desenvolvedoras de jogos de todos os tempos. O problema é, que durante os últimos anos, vinha em uma série de fracassos, principalmente com uma das séries mais importantes de todos os tempos: Resident Evil.

Os jovens que estão lendo essa análise, não tem a noção da importância de Resident Evil para a história dos games. O jogo simplesmente estabeleceu o gênero survivor horror nos games. Ele conseguia te transportar para uma mansão misteriosa, onde tinha que desvendar diversos mistérios, ou em uma cidade totalmente infestada de zumbis, que sobreviver era a única missão.

Depois dele, milhares de jogos seguiram o seu Hype. Alguns merecem destaques, pois trouxeram o terror e o mistério para outras vertentes, como Silent Hill e Dino Crysis(esse, que também é da Capcom).

Hoje, o mercado está gigantesco, com belas franquias, como Dead Space, o independente Outlast, The Evil Within e muitos outros. Cada um de seu jeito e com foco em algo.

O problema, é que a Capcom não acompanhou este crescimento. Desde o Resident Evil Code: Veronica, não víamos um jogo de survivor horror. O RE 4 ainda conseguiu se manter(ao meu ver, principalmente pelo nome) mas acabou sendo um jogo que marcou uma outra geração de jogadores. Os antigos jogadores de RE jogaram, mas não se surpreenderam.

Depois disso, a franquia desapareceu. Resident Evil já não era um jogo que estava entre os mais desejados. Isso aparentemente não fez com que a Capcom escutasse a comunidade e voltasse a suas essências. Ela continuou criando jogos, que não são ruins, mas fugia totalmente do gênero. RE 5 foi assim e RE 6 já foi um completo fracasso, tanto em vendas, como em crítica.

E agora doutor? O que fazer?

Aprenda a ouvir a comunidade. Essa é uma coisa que sempre repito. Entenda o que a comunidade, que era grande fã da série, anseia(é ela é quem paga a conta).

E pelo visto, a Capcom fez a lição de casa. Com Resident Evil, ela trouxe de volta o Survivor Horror, os mistérios, os puzzles, fez diversas referências aos clássicos e mostrou como se faz um belo jogo de terror.

Ousadia e alegria

Mesmo ouvindo a comunidade, ela teve a ousadia de mudar:

– Apresentou a família Baker, que com certeza foi inspirada pela família Bean, do filme Massacre da Serra Elétrica.
– Mudou a perspectiva do jogo, que agora é em primeira pessoa;
– A história não envolve zumbis, pelo que entendi, é um fungo que provoca as mutações(referência ao The Last os Us talvez?)

E como vou sobreviver a isso tudo?

Isso eu acho que é uma bela “homenagem” ao Resident Evil 1. O jogo é extremamente difícil!

Munição limitada, vida limitada, monstros extremamente fortes, chefes mais fortes ainda, poucas armas, pouco espaço de armazenamento, Salvamento não automático.

Sim, estou falando ainda de Resident Evil 7, não do 1.

Além disso, esse jogo te proporciona uma coisa que não via em um jogo há muito tempo: Encalhar. Sabe o que é isso? Encalhar, no português, remete ao fato de você não ter a menor idéia do que fazer. Não saber como continuar o jogo. Então será obrigado a ficar vagando a procura de itens e textos que possam te dar uma luz. E a sensação de descobrir o mistério é algo recompensador(um jogador que jogou RE 1 e conseguiu desvendar o mistério dos quadros, sabe o que estou falando).

Conclusão

A Capcom soube se reinventar e trouxe um belo Resident Evil a todos. Um jogo que possui tudo que um clássico merece. O que nos resta esperar, é que a empresa não se perca novamente. Ou se perca, e vá parar na casa da linda família Baker.