Organizações brasileiras de esportes eletrônicos se uniram e criaram a Associação Brasileira de Clubes de Esports (ABCDE). O evento de apresentação aconteceu nesta quinta-feira (25), na arena do CNB e-Sports Club, em São Paulo.

O presidente da ABCDE é Lucas Almeida, um dos donos do INTZ, e o vice-presidente é Adalberto Vides, que é vice do paiN Gaming. Além das duas organizações, Keyd Stars, Operation Kino, Big Gods, RED Canids, CNB e-Sports Club e KaBuM integram a associação.

Segundo Almeida, as organizações vinham trabalhando na formação da ABCDE há cerca de quatro meses e explicou que a associação trabalhará em três pilares:

– Política de participação, a ser lançada, na qual os clubes estabelecerão requisitos mínimos para presença em campeonatos;
 
– Trabalho em conjunto para a captação de patrocínios para todos os clubes;
 
– Cobrança de participação nas negociações de direitos de transmissão das competições, que, conforme citou, estão chegando à televisão e tendo maior exposição.
 

O objetivo é fortalecer as organizações e trabalhar para o desenvolvimento do cenário de e-sports no Brasil.

“A criação da associação reflete numa necessidade que existia no mercado, não só do lado dos clubes, como do lado dos investidores, patrocinadores e organizadores. A ideia é que a gente consiga cada vez mais galgar nessa profissionalização. Essa união mostra uma evolução, uma maturidade dos clubes, dentro de um mercado que é supernovo, embrionário, se você comparar com outros mercados esportivos. Na linha de defender essas causas comuns, a ideia é que a gente sente na mesa, negocie e faça as coisas em nome de todos os clubes”, discursou Vides, em entrevista coletiva à imprensa.

No início do ano, algumas das organizações que formam a ABCDE travaram uma “briga” contra INTZ, no episódio polêmico da INTZ.Red. À época, paiN, KaBuM, Keyd e CNB, além do g3nerationX, boicotaram treinos com a equipe em protesto à conduta adotada pelos diretores do clube, que tentaram repassar o time para parentes. Houve também ameaça de boicote ao CBLOL. Almeida, hoje presidente da ABCDE, esteve envolvido diretamente na polêmica, sendo suspenso por um ano pela Riot Games Brasil.

“No começo do ano, era praticamente impossível de conversar um olhando frente ao outro, com uma visão que levasse ao racional e não ao emocional. Então, acho que a ABCDE é uma prova de que a gente consegue dar um passo na profissionalização e conversar sobre isso. Obviamente houve erros de várias partes. O importante é aprender com os erros e ver a melhor forma de corrigi-los e nunca deixar de ter um diálogo”, destacou Almeida.

Segundo a associação, a política de participação será divulgada em breve, com requisitos para a participação das equipes em torneio, como, por exemplo, cadeiras ergométricas, premiações para todos os times participantes e não apenas para os primeiros colocados, entre outras. “De forma alguma a política de participação é excludente, a ideia é trazer aquele cara que quer fazer um campeonato, mas não consegue atender tudo, a gente poder conversar e entender como a ABCDE consegue ajudar”, destacou Hugo Tristão, da diretoria do Keyd Stars.

Por mais que as organizações tenham o League of Legends como carro-chefe, a associação atuará em todas as outras modalidades de e-sports em que os clubes possuam representantes.

Para saber mais detalhes, confira oEstatuto ABCDE