Ainda em 2015, Loop encontrava-se defendendo a equipe INTZ pela segunda temporada do CBLoL. Após uma sucessão de fatos, um parecer oficial da Riot do dia 17 de dezembro de 2015 explicava que a PaiN Gaming violou a Política Interregional de Antialiciamento da empresa, e, portanto, a organização foi penalizada com a perda de premiação e valores de direitos de uso de imagem e a suspensão de seu diretor pela tentativa de aliciar Loop para sua equipe.

Além disso, a PaiN também foi proibida de utilizar Loop como um de seus jogadores no time do CBLoL. “Com isso, ficam também impedidos de inscrever o jogador Caio ‘Loop’ Almeida como membro da organização em qualquer evento ou torneio da Riot, pela Temporada 2016 de League of Legends”, diz o anúncio da Riot divulgado no final do ano passado.

Apesar de o jogador poder ser inscrito por qualquer outra equipe durante o ano de 2016 — inclusive pela própria INTZ –, a PaiN resolveu contratar Loop como seu analista em fevereiro, na primeira temporada do CBLoL, cargo ainda exercido pelo atleta. Loop joga na função de suporte em League of Legends.

A organização PaiN Gaming entrou com um processo contra a Riot Games no dia 8 de abril com pedido de “(…) concessão de tutela provisória de urgência, em caráter antecedente, para que seja declarada nula a punição que lhe foi aplicada pela requerida e, por conseguinte, compelida a ré a efetivar a inscrição do atleta Caio Coelho (“Loop”), como integrante da equipe autora, em quaisquer competições ou torneios organizados pela requerida”, segundo consta no documento.

Segundo eles, o valor de R$ 35 mil é “apenas simbólico” — sendo representativo pelo fato de que na justiça brasileira é necessário atribuir um valor às causas. A ação recebeu resposta da juíza Dra. Glaucia Lacerda Mansutti, que negou o pedido de urgência e deu um prazo de cinco dias para que a PaiN, representada pela advogada Rosilene Clara de Oliveira Galdino, reescreva a petição inicial retirando a exigência de urgência.

Caso a petição não seja reescrita, o processo cai e não há andamento na ação judicial. Sem o caráter emergencial, é possível que a situação demore de três meses a um ano para ser resolvida no Tribunal de Justiça do Estado (TJE) de São Paulo.

Esse tempo do processo pode atrapalhar os planos da PaiN para ter Loop jogando em seu time de League of Legends para a segunda temporada do CBLoL, já que a janela de transferência de atletas acaba no dia 2 de maio.

Beto Vides, diretor de marketing na PaiN Gaming, comentou sobre os R$ 35 mil atribuídos na ação judicial: “esse valor é subjetivo. Como consta como um processo, precisamos pedir um valor monetário, mas o objetivo principal desta causa é conseguir a inscrição de Loop para o segundo split”.